VARIEDADES

Coletivo Batalha das Manas abre inscrições para projeto ‘Palco das Manas’
O projeto foi selecionado pela Fundação Cultural de Palmas, através do Edital 018/20 da Lei Aldir Blanc

Ampliar a visibilidade de projetos de hip hop de autoria de mulheres negras e periféricas. Com esta finalidade o coletivo Batalha das Manas criou o projeto ‘Palco das Manas’, que está com inscrições abertas até dia 15 de março, para seleção de oito projetos que serão contemplados com uma produção audiovisual. O Palco das Manas foi um dos projetos selecionados pela Fundação Cultural de Palmas no edital 018/2020 da Lei Aldir Blanc.

O ‘Palco das Manas’ patrocinará a gravação de um clipe de hip hop de oito mulheres, dos quais sete serão selecionados através de inscrição e o oitavo será destinado ao projeto de uma adolescente que cumpre medidas socioeducativas. Além da produção e gravação do clipe, o projeto também realizará a divulgação do produto final.

As inscrições podem ser realizadas através no formulário disponível no link: forms.gle/EqfNNgt1QWLPPKUX9, as interessadas deverão encaminhar um vídeo de dois minutos mostrando suas habilidades no Rap, podendo ser letra, poesia ou música. Após as inscrições haverá uma votação popular nas redes sociais do Batalha das Manas, para a seleção das finalistas. Mais informações: (63) 9-99920247 / 9-9286-9954

Criar espaço

Idealizadora do Palco das Manas, a Mc, B-girl e produtora cultural, Rossana Reis, explica que o projeto nasceu da vontade de criar espaço para as mulheres do hip hop em Palmas, especialmente as negras e periféricas. “Estamos direcionando o projeto principalmente para a periferia, pois existe muita gente boa, muita mana que cria, mais não consegue seu espaço no movimento hip hop”, ressaltou, ao explicar que o Palco das Manas é o primeiro projeto voltado para mulheres no hip hop patrocinado por uma política pública.

“Sabemos das dificuldades enfrentadas pelas mulheres no cenário cultural, sobretudo, mulheres negras e periféricas que expressam suas narrativas, protestos e denúncias através da música e resistindo contra aqueles e aquelas que tentam criminalizar e marginalizar a nossa arte, por isso a idealização desse projeto”, afirma.

Rossana também destaca que o projeto, além de gerar espaço para as mulheres, contribui economicamente para a cena hip hop local, uma vez que foi priorizada a contratação de profissionais de Palmas, como beatmaker, sonoplasta, videomaker, entre outros.




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